Direcionadas para quebrar o ciclo de violência

Editoria – Política

A mulher tem autonomia e direito de denunciar qualquer pratica de agressão vinda de namorados, maridos ou ex-companheiros. A pena para esse crime é de três anos de prisão, as queixas podem ser feitas na delegacia da mulher que oferece um atendimento especializado.

Foram 19 anos e 6 meses na busca por justiça: a farmacêutica bioquímica, cearense, Maria da Penha Maia Fernandes, que ganhou reconhecimento ao ter seu nome batizado na Lei 11.340/6, sancionada em 7 de agosto de 2006 como Lei Maria da Penha, completou no mês de agosto, 13 anos.

Maria sofria violência doméstica e, certa vez, enquanto dormia, foi baleada nas costas, fato que a deixou paraplégica. Meses se passaram e ela suportou uma tentativa de eletrocussão e afogamento. Os crimes foram praticados por seu marido que, depois de tempos, foi punido com dois anos de prisão em regime fechado.

A luta dela garantiu direito para outras mulheres que vivem casos como esses todos os dias.

Duas medidas de aperfeiçoamento da lei pelo Senado foram criadas, o projeto PL510/2019 que assegura prioridade nos processos judiciais de separação ou divórcio em casos de violência doméstica, o que facilita a desvinculação da vítima com o culpado; e o PL17/2019 que prevê apreensão imediata de arma de fogo em posse do agressor, sendo este um dos instrumentos mais usados por eles para fazer das mulheres suas reféns.

“Eu fiquei 10 anos com ele. Em uma das brigas, na hora que ele começou a me bater, eu corri para a casa da mãe dele, mas ele veio atrás com uma arma para me matar”, afirma Nádia Maria, 59 anos, assistente administrativa e vítima de violência doméstica.

Muitas são as causas que levam a figura masculina à prática deste crime. A advogada Giovana Deininger, 30 anos, sócia do escritório Denininger e Lucena que, dentre as especialidades, tem enfoque em direitos das mulheres, explica que, a princípio, a causa desse problema viria das raízes culturais entre homem e mulher, em que um assume a postura de dominante e o outro de dominado. Ela acrescenta ainda que, o filho ao visualizar cenas de agressão do pai contra a mãe, pode entender essa atitude como modelo ideal masculino. Já a filha ao ver sua mãe sendo vítima desse crime, é capaz de deduzir isso como uma submissão aceitável.         

Segundo o Portal de Notícias G1, que teve acesso a Dados da Secretaria da Segurança Pública via lei de acesso à informação, só no estado de São Paulo, são 88 casos por dia de mulheres que são agredidas por seus maridos, namorados ou ex-companheiros, uma média de 3,6% por hora. Houve um aumento de 14% de crimes de lesão corporal por violência doméstica nos últimos três anos no estado.

De acordo com o estudo inédito do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), o índice de agressões é maior em mulheres economicamente ativas . A presença feminina no mercado de trabalho, tem ganhado cada vez mais espaço, o que resulta na resistência do homem na aceitação da independência econômica da mulher. O efeito que isso tem causado, são as agressões por parte do cônjuge.

Depois de serem agredidas, muitas mulheres não vão até a delegacia procurar ajuda por medo de retaliação ou impunidade. Apenas 22,1% delas recorrem a polícia, enquanto 20,8% não registram queixa.

“Eu denunciei ele uma vez só. Não queria, tinha medo. Quando ele recebeu a intimação em casa, eu apanhei de novo. Ele não foi até o distrito policial e também não recebeu mais nada, ficou por isso mesmo”, declarou Nádia, que é exemplo de casos de impunidade antes da criação da Lei Maria da Penha.

A advogada Elizeane Lucena, 31 anos, que também atua como sócia no escritório Deininger e Lucena explica que, a violência contra a mulher era vista como um problema familiar, mas a partir do momento que o Estado puxa para si a responsabilidade de fazer políticas e ações afirmativas na tentativa de educar a sociedade contra essa prática; as mulheres começam a ter discernimento, e passam a lutar por justiça.

Neste ano, foi lançado o aplicativo SOS Mulher, em que as mulheres que contam com medidas protetivas e se deparam com alguma situação de risco, podem acionar a polícia com apenas um toque. Recentemente, o Governo de SP lançou uma campanha publicitária de conscientização em defesa da mulher. São medidas como estas que vêm incentivando mulheres na quebra do ciclo de violência.

Elizeane conta que, os agressores convencem as companheiras de que vão mudar, e que a frase mais dita por eles em audiências é “eu fiz isso porque eu te amo”.

“Muita gente fala que a mulher apanha e continua porque gosta de apanhar, mas só quem sofre isso sabe, porque as ameaças de matar filho ou coisas semelhantes, envolvendo a família, nos deixam em pânico. A gente vai se enganando dizendo que depois isso vai melhorar e que não vai mais acontecer”, conclui Nádia, “então falar que uma pessoa gosta de apanhar é complicado”.


O famoso “Shopping Trem”

Desde o início da crise econômica do país em 2014, a venda de produtos nas imediações de estações e vagões de trens tem aumentando e o combate à essa atividade não tem obtido sucesso.

Foi a falta de emprego que o levou a prática do comércio ambulante dentro dos trens, ele precisava garantir o sustento de sua filha e desde então está há mais de dois anos no ramo.

“Eu trabalhava numa firma metalúrgica e fui mandado embora e eu tinha minha filha já para criar, aí acabei indo para o trem”, declarou Leandro Júnior, 20 anos, ajudante geral.

A comercialização nos trens tem se tornado cada vez mais constante, um dos principais fatores que colaboram para isso é a crise econômica do país, que afetou milhares de brasileiros com o desemprego.

“O comércio ambulante acaba sendo uma alternativa para aqueles que estão desempregados ou que não tem condições de criar um comércio com ponto fixo, de abrir uma loja com estrutura, então acaba pegando o produto e indo vender em vias públicas ou nos vagões e imediações dos trens”, comenta Victor Luís, 21 anos, estudante de Ciências Contábeis.

O decreto 1832 de 4 de março de 1996 que aprovou o regulamento dos transportes ferroviários em São Paulo, possui em seu Artigo 40 a proibição da negociação e comercialização de produtos e serviços no interior dos trens, nas estações e instalações, exceto aquelas autorizadas.

As medidas de segurança e vigilância adotadas pelas administrações ferroviárias para impedir a venda dos produtos são legais, mas existem reclamações do modo como eles abordam os ambulantes.

“Se eu já sofri alguma agressão? Várias vezes, tanto verbal como agressão física mesmo, bater, chegar e levar para o quartinho, onde as câmeras não pegam e aí você sabe o que acontece; surra, os caras são muito folgados eles abusam da autoridade”, afirma Leandro.

Segundo o portal de notícias da Folha de S.Paulo que obteve dados da CPTM em relação as queixas do comércio ilegal nos trilhos, em 2018 as reclamações triplicaram se comparado com o ano de 2014 chegando a mais de 10.000 denúncias via SMS, este é um dos motivos que estimulam o combate dessa prática nos trens.

“O apelo que eu faria para aqueles que querem combater o comércio informal? Bom, a pessoa que está fazendo isso nunca ficou desempregada e tentou ganhar dinheiro honestamente, porque as pessoas estão ligando para isso e tanta coisa acontecendo, o pessoal na rua roubando, matando, traficando e ninguém se importa, agora quer se importar com o comércio ambulante? Não tenho nem o que falar” declara Leandro.

O “Shopping Trem” assim chamado pelos marreteiros (comerciantes ambulantes) e tão conhecido pelos usuários, é um prejuízo para as lojas e lanchonetes localizadas nas imediações dos trens por ser uma competição comercial. Os produtos oferecidos pelos marreteiros, tem um custo mais baixo do que tais empresas que pagam impostos, tornando assim a compra muitas vezes irrecusável.

“Dentre as implicações deste comércio para a economia, é o fato do comerciante não recolher impostos, o que acaba causando um descontrole nas principais estatísticas financeiras do país, além disso os produtos similares que são vendidos, às vezes com uma qualidade inferior aos demais produtos de mercado causam danos ao usuário ou insatisfação. Os benefícios são o giro rápido que o comerciante acaba causando com valores mais acessíveis em locais com grande público, o que acaba tendo um grande comércio de produtos e gerando o dinheiro, e a procura por mais produto acaba produzindo demanda para o mercado”, explica Victor.

Lei de importunação sexual dita respeito no coletivo

Matéria – Editoria: Política

Os assédios praticados em ônibus, trens e metrôs possuem uma devida punição desde setembro de 2018, o que tem possibilitado um amparo maior as vítimas desse crime.

Foi na van, um dos meios de transportes públicos da cidade de Suzano – SP onde mora, que um dia voltando do serviço ela sentiu algo passando em suas nádegas mas ignorou, pois, o veículo estava cheio e achou que alguém poderia ter esbarrado ali. Em um segundo momento de maneira forte, ela foi tateada e ao seu lado havia um senhor que se virou rapidamente ao ver o olhar dela sendo direcionado para ele, naquele instante o ato dele gerou desconfiança, mas por não ter visto nada ela desconsiderou.

“Dessa vez ele deixou o bilhete dele cair no chão, abaixou para pegar e ao levantar eu senti ele me apalpar de uma forma que me deixou constrangida, não sabia o que fazer, fiquei em choque”, declarou Caroline Silva, 21 anos, vítima de abuso no transporte público.

Os casos de assédio nos transportes são os mais comuns, antes esses eram considerados apenas contravenção penal com pena de multa, mas com o sancionamento da Lei 13.718/18 em 24 de setembro de 2018, foi determinado como crime a importunação sexual, sendo caracterizado como ato libidinoso na presença de alguém sem o seu consentimento, que pode levar de 1 a 5 anos de prisão.

Um dos motivos do alto índice de registros de importunação, se deve a criação da lei que tem dado um respaldo maior as vítimas e proporcionado encorajamento para que outras denunciem, existem muitas barreiras que impedem as denúncias. Medo, vergonha, o descrédito na justiça ao achar que a queixa não dará em nada ou que não existem provas suficientes, são fatores que colaboram para que acusação não seja feita e a causa fique impune.

“Eu não tinha a consciência que poderia denunciá-lo, como eu ia provar que tinha acontecido alguma coisa, não sabia se alguém além de mim tinha visto e fiquei sem saber o que fazer”, afirmou Caroline Silva.

O procedimento para realizar a denúncia é fazer um boletim de ocorrência, a partir disso será aberto uma investigação criminal para apurar o caso, sendo constatada a prática do crime o agressor é processado criminalmente e punido, conforme a circunstância poderá pegar até prisão preventiva.

“A violência de gênero tem essa característica mais marcante, ela acontece em todos os extratos sociais, em todas as faixas etárias, isso é um problema que vem de uma sociedade machista. Ela está pautada no entendimento de que as mulheres estão à disposição dos homens, de que os nossos corpos são públicos e estão para servir. Isso não é um entendimento que perpassa um determinado grupo de pessoas, mas ele é um entendimento coletivo e geral que a gente vem combatendo” afirma Ana Paula Braga, 27 anos, advogada formada pela Universidade de São Paulo e sócia fundadora da Braga e Ruzzi Advogadas, escritório especializado em direitos das mulheres.

Segundo o portal de notícias G1, que teve acesso a dados obtidos via Lei de Acesso à Informação, de setembro a março foram 1.882 casos de importunação sexual no estado, média de dez casos por dia.

Caroline Silva ainda relata: “Quando o abuso acontece com você, você; se sente humilhada, inútil, impotente”.

O aplicativo Metrô Conecta disponível para Android e iOS é uma das opções que possibilitam a realização das queixas de importunação dentro das imediações do metrô, mas um dos problemas do App são as reclamações dos que já o acionaram e não obtiveram resposta. Nas lojas de Apps é possível ter acesso as falhas do Metrô Conecta, como sua avaliação quem tem nota 3,0 e resenhas críticas feitas pelos próprios usuários.

Atitudes vêm sendo tomadas para ajudar na propagação da lei 13.718/18, para quem é usuário do metrô por exemplo, tem diversos cartazes e propagandas espalhados em incentivo a denúncia contra a importunação sexual.

“A lei veio acompanhada de uma grande divulgação” explica a advogada Ana Paula Braga, como sendo essa uma das medidas que tem ajudado na aplicação do regimento.

Para prevenir é preciso falar

A prevenção do suicídio só dará resultado se as informações sobre essa questão forem divulgadas para a população, é assim que os medos e receios vão perdendo sua força e abre-se espaço para ouvir e amparar aqueles que precisam de ajuda.

Editoria: Saúde

Em 2015 foi criado o Setembro Amarelo pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) que, juntos, propagam uma campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio em todo o Brasil.

A cor amarela que marca o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio (10 de setembro) refere-se à história do jovem americano Mike Emme que, aos 17 anos, tirou a própria vida com seu carro amarelo. No dia do seu velório, seus amigos levaram cartões e fitas na cor amarela com a mensagem “se você precisar, peça ajuda”. Os cartões se espalharam pelos Estados Unidos e a mensagem pelo mundo a fora.

O CVV, criado em 1962, atua no apoio emocional e prevenção do suicídio. A assistência pode ser feita pessoalmente em um dos 110 postos de atendimento, via chat, e-mail ou pelo telefone 188. Os serviços prestados são feitos 24 horas por dia e mantidos em sigilo absoluto. Em média, são 3 milhões de atendimentos por ano e para isso conta com a colaboração de 3 mil voluntários.

Eu acredito que a importância do atendimento do Centro de Valorização seja essa fala, porque as vezes a pessoa não tem com quem falar ou sente vergonha de dizer à amigos e familiares, e quem está do outro lado do telefone tem um papel importante ao conseguir incentivar a busca por uma ajuda efetiva”, explica a psicóloga Marieli Pereira, pós-graduada em psicologia hospitalar.

Segundo Eliane Soares, voluntária e porta-voz do CVV, falar sobre suicídio, se feito do jeito certo pode prevenir essa causa de morte. Ela explica que, o importante é não romantizar, não entrar nos detalhes dos meios escolhidos, não simplificar (morreu porque brigou com o namorado) e não rotular quem tenta suicídio. Ainda acrescenta que, perguntar se uma pessoa está pensando em se matar não dá a ideia, mas pode trazer um enorme alívio se ela percebe que sua dor é notada e que tem espaço para falar do assunto.

“Na verdade, existe um grande tabu quando falamos em transtornos psiquiátricos ou mentais. Ir de encontro a esse preconceito significa informar para que as pessoas identifiquem sinais e sintomas em si mesmas ou no próximo e possam procurar ajuda o quanto antes”, explica Vanessa Adegas, médica psiquiatra com formação em psicoterapia e abordagem multidisciplinar em saúde mental.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o suicídio é a segunda maior causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos de idade, a cada 40 segundos uma pessoa se suicida no planeta, são quase 800 mil pessoas por ano.

“Os principais fatores de risco para o suicídio são tentativas prévias e transtornos psiquiátricos de ansiedade, depressão, alimentares, personalidade limítrofe, uso de substância. Em média, para cada suicídio consumado, foram 28 tentativas. Então, aquela história de que quem tanto tenta não consegue, é uma inverdade”, afirma Vanessa.

O indivíduo com ideias suicidas pode dar vários sinais de alerta, por isso é necessário estar atento. A mudança de comportamento pode ser um indicativo, estar mais isolado, introspectivo, triste, desanimado, além de frases como “eu preferia estar morto”, “eu não aguento mais”, indicam que há necessidade de ajuda psiquiátrica. Um dos tratamentos pode ser a psicoterapia que tem o papel de ouvir o paciente e ajudá-lo nessa questão de sofrimento.

A OMS quer atingir uma meta de 10% na redução de mortes por suicídio até 2020. Para isso tem feito algumas ações. No último ano realizou a habilitação de 109 Centros de Atenção Psicossociais (CAPS) em vinte estados. De acordo com o Ministério da Saúde, a existência desses centros no SUS reduz o índice de suicídios.

Os transplantes que salvam vidas

Matéria – Editoria: Saúde

A doação de órgãos só é feita com a autorização da família, é um processo delicado, porque muitas vezes devido a desinformação ou pela perda de um ente querido ela se recusa a doar.

Ela só precisava de um sim, era sua única chance de sobrevivência, ficou por dois anos e dois meses em lista, em uma espera angustiante aguardando um telefonema, durante cinco anos ligada há um aparelho de oxigênio, tinha um concentrador em casa, pois era dele que dependia para respirar.

“As maiores dificuldades é quando tu não consegue fazer as coisas, quando pensa que pode fazer e chega lá e não pode”,  declarou Elda Naara Vidal Nunes, 53 anos, cabeleireira, que nos últimos dois meses antes de receber o transplante de pulmão ficou aos cuidados do filho por não conseguir realizar as atividades básicas do dia a dia.

Diagnosticada com deficiência de alfa- 1 antitripsina e com enfisema pulmonar por tabagismo, precisou abandonar sua vida no interior do Rio Grande do Sul para morar em Porto Alegre na espera pelo transplante. 

Há um ano e dois meses ela recebeu o pulmão que chama de seu tesouro, não teve nenhuma complicação cirúrgica, tem uma vida normal mas com algumas limitações.

“Depois que recebi meu órgão tudo mudou, a primeira vez que tomei banho sozinha acho que chorei, o transplante me fez renascer eu  fiquei tanto tempo presa a uma máquina que precisei redescobrir como caminhar sozinha, e esse redescobrimento é maravilhoso”, declarou. 

No Brasil o sistema de doação de órgãos possui uma central nacional de transplante e nos estados existem as centrais regionais, alguns hospitais tem o  contato com as centrais e dispõe do OPOs (Organização de Procura de Órgãos) que notifica as pessoas com morte encefálica e a captação dos órgãos é feita.

Cerca de 95% dos transplantes são realizados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) com listas únicas, o tempo médio de espera depende muito de qual será o órgão, podendo em alguns casos levar meses ou anos devido às características específicas de cada receptor que precisa ser compatível com o órgão recebido.

“Às vezes as pessoas não querem ser doadoras, mas tu quer receber um órgão? A pessoa numa situação de necessidade vai negar  receber um órgão? Normalmente isso não acontece”, declarou Spencer Marco Antônio Camargo, 43 anos, que trabalha a quase vinte anos com transplante de pulmão, formado cirurgião torácico pela Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre e doutor Pneumologista pela Universidade federal do Rio Grande do Sul.

Todo mundo pode ser um doador, mas sempre é questionada a família, ainda que a pessoa tenha manifestado o desejo da doação, se a família não concordar a doação não é feita.

Hugo dos Santos, 24 anos, estudante, autorizou a doação dos órgãos do pai que faleceu por ataque vascular hemorrágico. “Para mim era a melhor coisa a se fazer, eu acho que a gente não pode ficar preso na própria dor e esquecer da dor do próximo, a dor que eu estava sentindo ia poder evitar a dor de outras pessoas que estivessem em necessidade”, declarou.

Segundo o Hospital alemão Oswaldo Cruz existem, hoje, no país mais de 32 mil pessoas que sonham com a possibilidade de uma nova chance de vida à espera de um transplante.

Quem sou eu?

Os mais íntimos me chamam de Ingrid. Mas aqui no blog vocês podem me chamar de raposa ou raposinha, como preferirem.

Por que eu decidi criar um blog?

Sou estudante de jornalismo, tenho 21 anos. Já realizei algumas entrevistas, escrevi algumas matérias e senti vontade de poder de alguma maneira compartilhar o meu trabalho com alguém. E olha só; escolhi vocês! Se sintam privilegiados por isso rs.

Por que eu escolhi esse nome para o blog?

Estudantes de jornalismo ou jornalistas iniciantes, são chamados de foca ou raposa. Apesar de gostar de focas, já existem muitos sites usando o nome delas, então optei por raposas. Afinal elas são astutas e inteligentes e me identifico com isso.

Que tipo de conteúdo terá no blog?

Como já disse aí em cima; escrevi algumas matérias e fiz entrevistas para meus trabalhos acadêmicos e ainda farei muitas outras e este será o conteúdo que estará aqui no blog. Além disso, pretendo escrever artigos de opinião e colocar algumas fotos autorais. Se você tiver alguma sugestão de conteúdo é só me falar rs.

Quais são as minhas expectativas para o blog?

  • Que você leitor(a), obtenha conhecimento através das matérias e entrevistas colocadas no blog.
  • Desejo que todas as criticas sejam construtivas e para a melhora do blog.
  • Espero, que todas as matérias e entrevistas aqui colocadas toquem vocês ao ponto de torná-los pessoas ainda melhores.

Seja Bem Vindo Leitor(a)!

A raposa em ação, estará sempre por aqui esperando por você.